#CAPÍTULO 9 – OS DISCOS NA HISTÓRIA DO OLIVIER

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Era ano de 1975. Eu já tinha 15 anos de idade e já havia muitos anos que tinha gás na água no relacionamento dos meus pais, então não fiquei surpreso com o anúncio da separação, como também não ao ser informado que ficaria na guarda do meu pai.

Eu era pensionário há um ano no “Seminaire dês Jeunes” em Bonne-Econtre, pequena cidade do sudoeste da França, perto de Agens, quando meus pais se divorciaram. Eu fui chamado de volta para Paris para me encontrar sentado em uma cadeira de madeira entre meu pai e minha mãe, na frente de uma assistente social que me comunicou da notícia.

Na separação dos bens e dos filhos, eu fiquei sozinho na responsabilidade do meu pai, enquanto os meus irmãos menores Loîc e Heloise ficaram com minha mãe, em Paris no rio Sena, morando em uma das primeiras “péniches” (barcos compridos de transporte de grão nos rios e canais da Europa) a ser transformada em casa e atracada de frente a Torre Eifel, entre a ponte D’Iena e a ponte L’Alma.

Ela mesma tinha comprado essa péniche em 1973 em Entuerpia na Bélgica e, acompanhada da gente, ela tinha trazido pilotando esse barco até Paris, atravessando toda a Bélgica e a França do norte pelo canais e rios. No momento do divorcio, ela já tinha sido transformado em casa (uma casa linda).

Fiquei muito feliz com o fato de ir morar, sozinho, com meu pai. Um sonho!O fim da solidão, o encontro com meu pai, a vida em comum, meu herói pondo um fim, na porta da minha adolescência, há longos cinco anos de internatos diferentes, seminários Jesuítas pela França, longe sempre da minha família.

Nessa época confusa, longe de tudo, não teve nenhuma música que me marcou e que eu poderia incluir nessa lista. Mas, a partir do próximo capítulo as coisas mudam e iniciarei uma das maiores explosões musicais da minha vida. Um caminho que será aberto nos próximos capítulos… alinhando ao logo dos episódios as experiências de vida que nos faz atravessar universos e tendências musicais que nos influenciarão profundamente.

Disco
Por enquanto, compartilho com vocês essa foto tirada no ano de 1974, em Ronquerole. Nela, meu pai François, os cachorros Sikim e Irma. Estava com 15 anos, início de uma grande mudança na minha cabeça que, inevitavelmente, me fez tomar decisões surpreendentes que mudaram o curso da minha vida.

Em paralelo, proponho essa semana um aperitivo da mudança com o disco antológico de Just a Poke, da banda americana Sweet Smoke, conhecida por muito pouco. Convido a escutar a faixa “Silly Sally”, um primor do Rock Psicodélico que explodiu entre 1967 e 1973. Vocês perceberão a minha constância, meu gosto pelo teclado e em particular pelo órgão.

https://www.youtube.com/watch?v=RHrAqo8Sqtg

#OsDiscosnaHistóriadoOlivier

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