#CAPÍTULO 8 – OS DISCOS NA HISTÓRIA DO OLIVIER

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Se há algumas semanas eu relatei a lembrança da primeira vez que eu coloquei um disco na vitrola e escolhi a faixa que queria ouvir, sem ter que perguntar ou pedir autorização para meus pais, nesse capítulo vou narrar a história do primeiro disco vinil que foi meu.

Foi no Natal seguinte, em 1974, em Champauger. Os amigos mais íntimos da família eram todos mais próximos à minha mãe, e seguidores da moda do momento – hypies. Nesse Natal, dois casais muito próximos – que viam muito desde a época que morávamos em Champauger – vieram passar o dia conosco. De brincadeira e para todo mundo poder ser presenteado, adultos e crianças, foi decidido que daríamos presentes de valor máximo de 10 Francos (moeda francesa antes do Euro), o que corresponderia a algo em torno de 15 reais hoje.

Dois dias antes da noite da ceia todo mundo foi para Coulommier, a cidade grande mais perto de Champauger. Lá, todos se espalharam pelo centro, que também era o centro de comércios, para procurar um presente de 10 Francos para quem tínhamos sorteado.
Eu não lembro o que comprei para quem, mas o que guardo em minhas lembranças foi o presente que ganhei da Claire, amiga da minha mãe. Ele me ofereceu o disco em formato pequeno, 45Rpm, do hit já antigo “My Sweet Lord” de George Harrison (1970). Foi meu primeiro disco. Não tinha a mínima ideia de que era esse barbudo bicho grilo de chapéu na fotografia preto e branco “zinzo” da capa do disco, sentado em uma cadeira de ferro, cercado de anões de jardim, no meio de um gramado também cercado no fundo de uma floresta de pinheiros – tudo meio tristonho.

Disco 2

Quando coloquei o disco na Thorenz com o olhar de todos que estavam sentados na mesa da ceia, eu me sinto muito adulto: um pequeno homem muito orgulhoso de feliz de ter passado com esse presente um patamar acima. A ponte imaginária do ser criança para o de ser adolescente.

Coloquei a faixa 1 “My Sweet Lord”, mas claro que não esqueci de virar o botão de seleção de velocidade da vitrola para 45Rpms, um gesto conhecido e já praticado pela quantidade desse pequeno formato de vinil.
De fato, a canção de George Harisson é linda e a considero única de todo seu repertório, pelo menos que eu conheço e gosto sinceramente. Ela foi a responsável por marcar um importante momento da minha vida! Mais que a real qualidade dessa música, o que faz ela especial é a emoção que vivi. E emoção do momento foi por muito na obsção que ter esse álbum na minha coleção. De vez em quando, como agora, escuto e volta ao meu nariz os odores de comida, as vozes, os gestos teatria do meu pai. Tenho saudosas sensações….. pura nostalgia.

https://www.youtube.com/watch?v=0kNGnIKUdMI

‪#‎OsdiscosnahistóriadoOlivier‬

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